Se eu te dissesse

 afirmas sentir falta do calor dos meus beijos,

e me perguntas, que lembraças tenho de ti,

 que momentos guardo no meu peito,

E se eu te disser,

que de ti, eu guardo o medo?

O medo de te encontrar em outros rostos,

O medo de te sentir em outros corpos,

O medo,

o medo de ouvir as tuas mentiras em outras vozes…

e se eu te dissesse,

 que de ti,

guardo apenas o desejo de não viver o mesmo?

 Responderia a tua questão?

*Este texto serve para te lembrar, que o sol há sempre de nascer, apesar do tempo nublado*

1- Madrugadas longas, em que os pensamentos tomam conta de nós, e sentimos o nosso peito ser esmagado pelo peso da ansiedade, não impedem o nascer do sol;

2- Términos, o descascar da pele do nosso antigo eu, são catalisadores do nascer do sol,

3- Dores que nos afogam, que nos impedem de subir à superfície, fazendo com que pareça que o tempo para nós esgotou-se, essas dores não nos conseguem roubar o nascer do sol.

A única coisa capaz de impedir o nascer do sol, és tu mesmo. Quando te recusas a abrir a janela, para que a luz do sol possa te encontrar, é aí que o nascer do sol se esvanece.

Para os dias em que nos sentimos insuficientes

Há dias em que nos sentimos insuficientes,
dias em que nenhuma peça parece encaixar,
sentimo-nos como apenas uma gota,
quando somos parte do oceano todo.
Há dias em que somos como borboletas,
incapazes de ver as nossas próprias asas, o nosso ser, o nosso valor.
E esses são os dias em que mais precisamos do nosso abraço, da nossa compreensão e do nosso amor.

Quem melhor do que tu, senão tu?

Há magia em ti, 

no teu olhar, 

no teu toque, 

o teu coração canta, 

o teu corpo ama,

os teus traços são constelações caídas do céu, 

e ainda assim, 

tu desejas ser outro alguém, 

mas se tu não fores tu, 

quem mais poderá pronunciar o “ amo-te “ com tanta entoação? 

E o café, o chá, a maneira como pões a colher a dançar nele, quem poderia fazê-lo como tu? 

Quem mais cantará no chuveiro logo pela manhã, com a voz rouca, estridente, como tu? 

A maneira como abres as cortinas do mundo, para que o sol possa entrar… 

Diz-me, 

quem melhor do que tu, senão tu? 

Quero-te nua

Quero-te nua na minha cama, 

e não falo da ausência de roupa em teu corpo, 

mas da ausência de muros em teu ser. 

Falo de te despires de teus medos ao deitar – como quando chegas de um longo dia de trabalho e removes teu sutiã, tua maquiagem e as amarras de teu cabelo. Falo de permitires tuas dores lavarem teu rosto,

enquanto me tocas e eu as sinto como se minhas fossem. 

Falo da nudez do teu universo, 

em que eu possa mergulhar, 

em que eu possa me afundar, 

conhecendo cada partícula de teu eu, 

me renovando em teu renascer, 

sussurrando para tuas inseguranças: 

quero-te nua na minha cama. 

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